LABIRINTO

Mc Oz é um representante do rap da favela da Rocinha que eu conheci nos arredores da Lapa, assim como aconteceu com o Mr Break, a batalha do conhecimento na Fundição Progresso serviu pra nos aproximar. Fomos trocando idéia pela internet, e gravamos um primeiro som no esquema caseiro mesmo. Até chegamos a apresentá-la ao vivo na Batalha do Conhecimento. Algum tempo depois sentimos a necessidade de fazer uma nova música em parceria, LABIRINTO nasce daí.

Santiago e Mc Oz – Labirinto

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DESAPEGO

Essa foi um desafio. Primeira vez que decidi entrar no estúdio com instrumentos debaixo do braço. Rodrigo Martins foi o grande parceiro que assumiu o violão enquanto eu fiquei com um cavaquinho que peguei emprestado. Pandeiro e ovinhos eu já tinha lá em casa. O baixo e a batera continuaram no esquema dos sintetizadores digitais.

Violão já ta afinado? Ok. Cavaquinho também? Uhum. Microfone posicionado? Ta sim, podemos começar.

Grava. Escuta. Regrava.

Multiplique isso por no minimo 10 vezes e terá um dia cansativo de estúdio.

Quando sentei em casa pra mixar as pistas gravadas senti que tinha algo fora do lugar. Mas o violão, o cavaquinho, e os outros instrumentos estavam todos certinhos no tempo. Não demorei pra perceber que o que estava ruim na parada era o meu próprio vocal. Fiquei preocupado demais com todo o esquema de gravação e com as horas no estúdio que no momento de cantar eu já tava cansado e desconcentrado. A primeira versão que costumo gravar em casa enquanto estou compondo tava mais interessante. E agora?

Tive de voltar pro estúdio pra regravar. Mas dessa vez, ao invés de levar os instrumentos debaixo do braço e uma cabeça cheia, eu levei comigo minha fonte de inspiração.

=)

Santiago – Desapego

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TRILHA BRASILEIRA

Nem tudo que parece é, né?

Quando ouvi pela primeira vez na casa do Mr. Break o instrumental que ele produzira a partir de solos de trompetes sampleados, eu pirei. Uma porção de imagens bonitas pipocaram na minha cabeça. Fiquei super empolgado em escrever uma música sobre o Rio de Janeiro, sobre o Brasil. A melodia do instrumental transmitia uma ótima energia e criava o clima certo. Minha missão ia ser moleza.

Até parece.

Compus a primeira parte e não conseguia prosseguir mais. Deixei-a de lado por mais de um ano até receber um e-mail do meu pai que estava fora do rio e cheio de saudades daqui, dizendo: “Nova York e Paris devem ser lindas, mas em que lugar do mundo se escuta um chorinho na calçada?”

Pronto. Só ficou faltando ir pro estudio. Esse ano eu cuidei disso.

Santiago – Trilha Brasileira

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Muita gratidão pelo parceiro Mr. Break que produziu este instrumental e me deu como forma de apoio.

EU E JORGE BEN

Lá estava eu no Leblon. Maior friaca, preguiça e tudo mais. Meu amigo falando pra eu deixar de resmungar que a noite ia ser boa. Tudo bem. Segui o conselho do figura e decidi me divertir, ainda mais quando descobri que o Jorge Ben Jor estaria por lá apadrinhando o evento. Um encontro para leitura de poesias e pelo que eu me lembro, nunca tinha ido em um antes. No início confesso que estava achando meio chato, mas na verdade eu é que estava chato naquele dia. Até que chegou o momento em que mesmo os pangarés mais caretas da cidade poderiam se divertir. Um rapaz puxou um sax não sei de onde, outro pegou uma guitarra, e uma porção de chucalhos também estavam por lá. Jorge Ben Jor conduzia como ninguém os vocais e convidava os interessados em volta a dissertar uma poesia no meio da música enquanto o instrumental comia solto. Nesse momento eu estava intrigado e nervoso por dentro porque sabia que queria participar também daquela bagunça. A garganta tava coçando até. Não deu outra, fui me aproximando aos pouquinhos, entrei na fila, peguei o microfone, e cantei o trecho de uma música minha. A minha poesia. Foi bom. Quase um desabafo. Acho que todo artista independente passa um pouco por isso né? Enfim. Fui bastante elogiado e ainda premiado no sorteio de um livro. Depois fiquei pensando: ainda bem que eu tenho bons amigos.

Não demorou muito até aparecer alguma coisa na internet, assiste aê:

Evento mais do que recomendado! Pra saber mais informações acesse o site do Corujão da Poesia.

A música que estou cantando no vídeo se chama TRILHA BRASILEIRA e em breve será possível escuta-la aqui no site.

RUMORES

A Fundição Progresso a muitos anos agita a cena cultural do Rio de Janeiro. Em 2007 rolava mensalmente alí a Batalha do Conhecimento, um evento dedicado a cultura Hip Hop organizado pelo rapper Marechal, aliás uma de minhas referências musicais. Na Batalha do Conhecimento os duelos de freestyle eram diferentes. No lugar das ofensas o evento propunha uma outra opção: debater atualidades e incentivar a manifestação intelectual espontânea. O público que escolhia os temas escrevendo livremente em um quadro negro. As palavras deixadas alí serviam como referência pra rima improvisada dos mc’s. Foi numa dessas noites especiais que eu conheci um cara igualmente importante, Mr. Break. Alguns meses após este encontro surgia nossa parceria musical, com o instrumental produzido pelo próprio Break e a gravação feita na Rzn Records.

Santiago e Mr Break – Rumores

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Parece que a Batalha do Conhecimento ainda acontece. Pra saber mais acesse o site do Marechal.

APENAS TAVA SEM SONO

Essa foto foi batida esse ano, no estudio durante a gravação da música APENAS TAVA SEM SONO. O curioso desta musica, é que até pouquíssimo tempo eu não lembrava que ela existia. Ha um tempo atras, meu pc deu “pane” no hd e dessa forma tive que vasculhar cd’s antigos de backup para recuperar coisas minhas. No meio dessa poeira toda, acabei achando músicas de quando começei a escrever rap. Tinha muita coisa ruim! Mas foi tambem nessa bagunça que reencontrei essa canção antiga. Alguma coisa nela me cativou, e por isso resolvi reescrevê-la e gravá-la.

A foto é da Clara Almeida; fotógrafa sensível, minha grande companheira; muito obrigado pela ajuda!

Santiago – Apenas tava sem sono

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POESIA DO ASFALTO

Na casa da minha vó surgia a inspiração pra escrever uma música enquanto escutava junto à familia o cd que tocava no rádio. Voltando pro meu canto minha cabeça fervilhava de idéias. O plano foi reciclar a melodia que me sensibilizou pra aconchegar as palavras que estava precisando dizer no momento. Produzi o instrumental utilizando apenas sintetizadores digitais; o vocal foi gravado em 2008 no estúdio Noise. A música conta também com a participação alternativa de um coroa da pesada da MPB.

Dando início ao PROGRESSIVO, começo postando a primeira música, ouve aê:

Santiago – Poesia do asfalto

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